segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

RECIFE RPA 02 - URGENTE!!!!!!

GALERA QUE FAZEM PARTE DA RPA 02 EM RECIFE!!!!

O DIRETOR DE ESPORTES DA RPA 02 RAFAEL VICTOR, ESTARÁ SELECIONANDO OS SUPERVISORES DOS BAIRROS QUE COMPONHE A RPA 02, SÃO 17 BAIRROS, CASO VC FAÇA PARTE DE UM DESSES BAIRROS E QUER INGRESSAR NA CUFA DE PERNAMBUCO, MANDE UM EMAIL COM CURRICULO (COM FOTO) PARA
cufa.pe@gmail.com AOS CUIDADOS DE RAFAEL VICTOR RPA 02 E NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE FAZER PARTE DA MAIOR REDE INSTITUCIONAL NACIONAL E INTERNACIONAL

quarta-feira, 16 de julho de 2008

CUFA LANÇA BAIXO ASSINADO

O BRASIL O TERÁ UM DIA PARA COMEMORAR O "DIA DO BASQUETE DE RUA"
A CUFA LANÇA EM TODOS OS ESTADOS ESTA PROPOSTA, E OS CUFIANOS PASSARÃO UMA LISTA DE ABAIXO-ASSINADOS EM SEUS ESTADOS, COLHENDO ASSINATURAS COM O SEGUINTE TEXTO.
Nos , jovens das comunidade brasilieiras, praticantes, simpatizantes e ativista da pratica do basquete de rua como forma de inclusao social e afirmação das juventude, vimos por meio deste abaixo assinado, colher assinaturas para a institucionalizacao do dia 26 de julho como o DIA NACIONAL DO BASQUETE DE RUA.POR TANTO TODO BRASIL DEVE AGUARDAR ESTA LISTA PARA ASSINAR
AGUARDEM E ASSINEM QUANDO FOR ABORDADO POR UM CUFIANO!!

CUFA PE - FAZENDO DO NOSSO JEITO

http://www.cufars. org.br/novo/ index.php? noticias, 91

SEBAR 2008 encerra em dia especialBasquete de rua, grafitti, cultura, música e ação social em uma tarde ensolaradaA cidade de São Leopoldo recebeu um grande evento para encerrar a Seletiva Estadual de Basquete de Rua 2008, no último domingo, dia 13 de julho. A ocasião celebrou o sucesso da competição responsável por selecionar as melhores equipes do Estado, que competiram na Liga Brasileira de Basquete de Rua - LIBBRA- no Rio de Janeiro e São Paulo. Da SEBAR, também, foram escolhidos os jogadores que compõe a Seleção Gaúcha de Basquete de Rua, responsável pela abertura das apresentações dos Harlem Globbetrotters no Rio Grande do Sul. Na etapa do Vale do Sinos os times campeões receberam as premiações e fizeram demonstrações especiais. A estrutura foi montada na Avenida Dom João Becker em frente ao Ginásio Municipal. O evento, com mais de 9 horas ininterruptas de intensa programação, contou com centenas de pessoas. Três ônibus foram disponibilizados pela CUFA para transportar convidados de comunidades do município, como Feitoria e Santa Marta. Além destas pessoas, muitas famílias das redondezas estiveram presentes ou acompanharam de suas sacadas e foi comum ver pedestres e motoristas interromperem seu caminho para apreciar um pouco das atrações. Quem também teve um domingo diferente foram os moradores de rua que costumam se abrigar em baixo das arquibancadas fixadas na avenida. Os três primeiros colocados na competição masculina, Das Ruas, Confirmados e Do Gueto, subiram ao palco para receberem as merecidas premiações de mãos muito especiais, de crianças participantes de projetos da CUFA. Houve ainda um troféu para uma competição de “3 contra 3” organizada antes da premiação. Os vencedores foram os jogadores da equipe Confirmados. Além disso, houve premiação para provas de “1 contra 1” e arremessos de três pontos, com camisetas oficiais da NBA. A criançada também pôde aprender um pouco do basquete de rua em uma oficina do esporte e se divertir jogando sob a supervisão e arbitragem da equipe da CUFA. Também foram disponibilizadas oficinas de desenho e grafitti. Após suarem a camisa e aprenderem parte da cultura de rua, todas receberam, ainda, alimentação da organização do evento. Para finalizar a tarde de programação cultural e esportiva diversos grupos de RAP mostraram seu som. De São Leopoldo se apresentaram Manifesto Feminino (composto somente por mulheres), Los Vileiros, Realidade Zona Sul, Prefácios, Pacificador e Smua Mais Um Aliado. Em seguida um show em família, com Zig, Lady Nete e Manoel Soares. Para fechar a noite W Negro e Família Seguidores não deixaram ninguém parados. A tarde do dia 13 de julho foi o encerramento de meses de trabalho e esforço para promover, organizar e divulgar o basquete de rua, uma modalidade espontânea que traduz boa parte da cultura periférica. A SEBAR 2008, com etapas em Guaíba, Pelotas e Porto Alegre, foi encerrada, mas a competição do próximo ano já está sendo planejada, para ser ainda maior. A seletiva é fruto do trabalho e dedicação de jovens vindos de comunidades carentes gaúchas que apostam no protagonismo social, porém o apoio de empresas que acreditam nesses projetos é fundamental. O patrocínio é da PETROBRAS e os apoiadores são ULBRA, ALVO ASSOCIAÇÃO CULTURAL, SPALDING e NBA, com promoção da RBS TV.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

IMAGENS DO QUE ACONTECEU NA FINAL DA LIBBRA 2008 NO VIADUTO DO CHÁ EM SÃO PAULO

NOSSOS ATLETAS FIZERAM BONITO, MAIS INFELIZMENTE UM PONTINHO FEZ A DIFERENÇA!

ESTA COMPETIÇÃO FOI ACIRRADA, E ESTAMOS DE VOLTA A PERNAMBUCO E JA COMEÇAMOS A PREPARAR A SEBAR 2009!

VAMOS FAZER AS INSCRIÇÕES LOGO EM BREVE PARA A ESCOLINHA DE BASQUETE DE RUA DE PERNAMBUCO, PREPAREM-SE!

2009 VIRÁ FERVENDO!!!









































































































































































































































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terça-feira, 17 de junho de 2008

EQUIPE DA CUFA PE RUMO À FINAL DA LIBBRA 2008

ENTÃO PESSOAL, ENQUANTO A EQUIPE SE PREPARA PARA VIAJAR PARA SÃO PAULO E ENFRENTAR OS GIGANTES QUE DISPUTARÃO A FINAL DA LIBBRA 2008, DEIXAREMOS AS FOTOS DA 6ª ETAPA DA LIBBRA QUE OCORREU NO DIA 07 DE JUNHO NO VIADUTO VIDAL DE NEGREIROS EM MADUREIRA NO RIO DE JANEIRO.


















































quarta-feira, 11 de junho de 2008

COMO FOI A 6ª ETAPA DA LIBBRA 2008

A 6° etapa da LIBBRA - Liga Brasileira de Basquete de Rua vai pegou fogo! No último sábado, 07 de junho, a partir das 9h, sob o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira-RJ, esteve em quadra os campeões das Seletivas de 11 Estados do Brasil. A galera do Ceará, Sergipe, Espírito Santo, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal, deram um show de basquete-arte!
Minas Gerais levou 2 equipes:Os Robervais e Alba Comic´s (Uberlândia), que levou um ônibus com mais de 40 pessoas coordenadas por Alex Damas e Efigenia da Ong. Terra Fértil para torcerem e aproveitarem para conhecer toda a movimentação deste grande evento promovido pela CUFA que alem dos jogos de basket de rua, teve também, pistas de skate, graffites, muita dança de rua e os DJs e Mcs animando o encontro de todas as pessoas. A Equipe Os Robervais (Santa Luzia) foi o campeão da sexta etapa da Libbra 2008 em jogos de extrema emoção. A equipe formada por Gilberto, Sólon, Eduardo, Elbert, Luiz, Ângelo e Bruno venceu equipes de Uberlândia, Espírito Santo, Goiás e Ceara no jogo final. O jogador Eduardo Santiago foi o cestinha da etapa com 28,5 pontos.
Acompanhados pela equipe da CUFA BH e mais um Micro ônibus cedido pelo projeto Escola Aberto E.M. Israel Pinheiro do Alto Vera Cruz, mais de 40 jovens torceram e representaram muito bem a cidade de BH e região metropolitana assistindo todos os jogos na arquibancada.
Desafio de enterradas e a gaiola são atrações à parte na Libbra. Quem teve coragem foi pra gaiola desafiar o adversário e mostrar quem é o melhor no mano a mano. Lá valem todas as firulas e habilidades que o desafiador puder botar em prática em 2 minutos. Com manobras radicais, a galera do skate não vai ficou fora dessa grande festa do esporte. No dia 28/06 acontece também a grande final do campeonato de duplas em caixa, da modalidade open. Sim, esse é o primeiro campeonato de duplas em caixa que o País já teve, e claro, você só podia encontrar na Libbra.Ao som dos DJs e MCs, com o colorido do graffiti e na ginga do break e das Cufetes, os Gigantes deram um show na sexta etapa da Libbra 2008.
Reis das Ruas ficam por aqui só até o dia 21/06, depois disso eles fazem as malas e lutam pelo título em São Paulo! Agora é torcer pelo Os Robervais e trazer o caneco do titulo para MG.
Parabéns Os Robervais e todas as pessoas de MG que estiveram presentes nesta grande festa do esporte e da cultura.
Confira as matérias e o resumo dos jogos da TV Globo nos links:

http://video. globo.com/ Videos/Player/ Esportes/ 0,,GIM838477- 7824-BASQUETE+ DE+RUA+INTEGRA+ TODO+O+BRASIL, 00.html

NARRADOR DA LIBBRA 2008 TEM HISTÓRIA

CONFIRAM!!!













O narrador da Libbra Max DMN acompanhado pelas meninas do Team II Ana Luiza Vasconcelos, Tayane Monzatto, Helena Freire e Renata Teixeira.No basquete de rua, os narradores são os mestres de cerimônia e dão um show à parte. Cheios de estilo, animam a arquibancada, que responde à altura, na maior empolgação. Max DMN, o MC paulista, é um narrador estreante na Libbra, mas com sua performance irreverente, sem deixar passar nenhum lance, já conquistou a galera e se tornou marca registrada do evento. Para Max, o narrador tem que agitar a partida, criar desafios e engrandecer o que os jogadores fazem dentro da quadra. Ou seja, "fazer jogo pegar fogo, se não o Chicote estala".



















O narrador Tonny Boss

Já Tonny Boss, o MC carioca, que não tem nada de "água de salsicha", diz que o narrador tem a responsabilidade de trazer para fora da quadra a emoção "dos Libbras". Junto com os Dj’s, os narradores agitam a galera com suas habilidades de jogador nos intervalos. Tonny é um dos Mc's que chama atenção da arquibancada com suas gírias estranhas. O público, que já aderiu ao seu modo de narrar, se diverte com a brincadeira trazida do basquete americano.Eles sabem o que fazem e o que dizem. Sem deixar por menos, os Dj’s Roger Flex, JL e Baurog, junto com os MC's, dão o ritmo perfeito à festa no improviso.Então galera, se liga, pra não FICAR NO VÁCUO!Todo sábado na Libbra o CHICOTE ESTALA com muita PONTE ÁREA pedindo Licença com a bola direto no CUADOR!Vai continuar de Fora?Tradução:Água de salsicha: Ruim; arremesso ruim;Ficar no vácuo: Tomar um drible e não achar nada;Chicote estalando: Bicho pegando fogo (gíria exportada de SP);Bola no cuador: Cesta!Confira os times classificados para a próxima etapa da Libbra:Libbra - Site oficialFotos: Fabiana Cruz.
Postado por CUFA CDD 2 comentários





















--- Em qua, 11/6/08, Mtton Cufabh escreveu:
De: Mtton Cufabh Assunto: Re: [cufa_nacional] urgente - MAXPara: cufa_nacional@ yahoogrupos. com.brData: Quarta-feira, 11 de Junho de 2008, 13:53
Entrevista com o Max, do DMN veja se serve alguma coisa ai .... Por Mano Vini Imagens: Divulgação e Ricardo Alexandre














Há anos na estrada, o grupo DMN, de São Paulo, vem somando muito a nossa cultura, tanto na música, quanto na militância do hip hop. Sempre levantando a bandeira do povo pobre e preto da periferia, os manos seguem firmão a sua caminhada, conquistando o respeito e a admiração do público em todo o país.. Ao todo já são quatro discos gravados, o último lançado em 2004, se chama “Essa é a cena”, no qual estão trabalhando atualmente. Aproveitando sua rápida passagem pelo Rio Grande do Sul, trocamos idéia com o Max (MC do grupo), que colou em São Léo no programa Cultura de Rua, na maior humildade e com um carisma que conquistou a rapa. Então confere aí:Dissonância – E aí, Max, satisfação te receber aqui em São Léo. Como está a correia do DMN e a formação atual do grupo?Max – Um salve a toda comunidade de São Leopoldo. É da hora estar aqui trocando essa idéia. Como sempre, o DMN está na ativa. Em 2004 lançamos o CD “Essa é a cena” e estamos trabalhando e tá bem legal. Em dezembro último, o LF saiu do grupo. Ele sempre será do DMN, mas estava com um projeto de morar nos EUA e está lá. Mas o dia que ele quiser voltar, as portas estarão sempre abertas. E a formação atual é eu (Max), DJ Slick, Eley e Markão, e agora se sair mais alguém o DMN tem que acabar! Aí chega, né, desde o Xis que saiu, eu entrei, o Markão entrou, o LF saiu... Mas se Deus quiser, essa formação vai proliferar bastante e logo mais vamos vem para tocar aqui na quebrada de vocês, vamos firmar essa parada.Mano Vini – Fale sobre o disco “Essa é a cena” e as participações especiais...Max – O CD tem várias participações, tem o Lino Crizz na música “Essa é cena”, o Sandrão na “Fim do Sonho”, e o Silveira, que participa num som muito loco que é o “Pra você preta”, que é um som a pampa que fala sobre amor, sobre respeitar a sua mulher, é para aquela hora que você quer ficar mais relax. É difícil falar sobre amor, porque às vezes a gente ta com tanta mágoa no coração, vendo tanta violência, que só consegue soltar aquelas partes nervosas que a gente tem, mas temos que mudar e botar mais sentimento nas letras de rap, é bem loco fazer isso. Tem outra música que é a “Talvez eu seja”, que fala sobre a paz, então dá para escrever sobre esse tipo de coisa mais positiva. O disco ta bem pra cima, mas sem esquecer da militância que é a nossa cara, nós partimos para cima mesmo.Mano Vini – E os shows, como é que ta rolando?Max – Show ta difícil, vou falar para você. Tudo é fase. Tá difícil para caramba tocar em São Paulo, por que hoje em dia ta muito capitalizado o hip hop, então as pessoas que contratam, contratam 5, 5 bandas para tocar como se fosse um festival, mas não é, e ainda cobram caro da rapaziada e pagam pouco para o artista. Então, os grupos de São Paulo deram uma diminuída de tocar assim, mas fora de São Paulo, em Campinas, Ribeirão Preto, São José, graças a Deus ta rolando bastante show.Mano Vini – Fale sobre o trabalho de militância no hip hop...Max – Lá em São Paulo a gente tem um problema com prefeitura. Aliás, acho que em todo o Brasil, quando a prefeitura do PT, tem bastante trabalho voltado para a comunidade, quando é de direita, fica complicado. Durante dois anos o Markão trabalhou no CONE, onde levava música para a periferia, samba, rap, reggae e até Axé, a pesar da gente não curtir o som, mas é uma música do preto da periferia, e o mais legal nesse trabalho era que iam artistas consagrados como Art Popular, Leci Brandão, Racionais MC´s, Natiroots, enfim, bandas de conceito. O Slick continua fazendo muito trabalho na periferia, ensinando a molecada a tocar, de graça mesmo, lá no bairro onde ele mora, e também oficinas em várias cidades do ABC paulista, através da prefeitura. Por que a militância deve ser feita, mas não adianta você ser um militante e na sua casa não ter nada, então, infelizmente, você tem que voltar para o lado do capitalismo neste momento, pelo menos o mínimo para você ir que é um transporte e uma alimentação, aí você consegue ajudar o próximo, mas não dá nada, logo o DMN vai estar estourado na grana, aí a gente ajuda sem precisar dessas (risos...).Dessa vez aqui no Sul, eu não vim com o trabalho de hip hop, eu trabalho numa empresa chamada Tento Brasil, eu sou instrutor, dou vários treinamentos e trabalho numa área bem legal, o que é até uma diferença, porque é difícil você ver um preto com um cargo legal, numa grande empresa. Não to me gabando, mas isso tem que ser ressaltado. Não é uma questão de inteligência, nem de cultura, é que a gente não tem acesso. Mas voltando ao trabalho militante do DMN, esse ano estivemos em Goiânia, Curitiba e Joinville, levando um trabalho comunitário. Na real, o Markão é o cara mais voltado para isso no grupo, sempre fazendo palestras nas escolas de São Paulo.Mano Vini – O quê você gosta de ouvir no rap nacional atualmente?Max – O DMN é bem crítico, eu acho que falta muita musicalidade no rap nacional. Poucos grupos estão com músicas bem feitas e o DMN também está aprendendo muito com isso. Então, a gente é bastante crítico com o rap nacional. Eu gosto muito de RZO, MV Bill, Racionais (esse último disco eu não gosto muito, está interpretativo, fazendo com que as pessoas da periferia escutem e acabem levando as coisas para outro lado), mas tem “Negro Drama” que, para mim, é a música do disco. Gosto de Negra Li e Helião, GoG, SP Funk (apesar de ter música como “Passar mal não vale”). Quando a música é boa, escuto e depois preto atenção na letra.




















Max, no programa Cultura de Rua (Rádio Feitoria FM - 87.9)
Mano Vini – O quê você tu acha do D2?Max – Eu acho o D2 da hora, curto para caramba. Ele ta fazendo a dele, uma coisa que foi pára a mídia meio como um bundalelê, mas mano, ele ta fazendo rap do jeito que ele gosta. Não posso dizer que o DMN também vai sair em tudo quanto é lugar, de qualquer jeito, mas ele já tem essa proposta de fazer um som mais despojado, tem que levantar a bandeira e já é. Mano Vini – Hip Hop X Mídia. Qual a sua opinião?Max – O DMN está correndo atrás de um patamar acima. Acho que nossa música conseguiu passar toda a idéia para essa geração do rap. A gora a gente ta a fim de falar para todo mundo, expandir para outros públicos, abrir a mente, essa é a nossa idéia. Por isso, a gente participa do Rock Gol, da MTV, a gente vai lá para levantar a bandeira da periferia. Outro dia fomos a um programa que é bem veiculado em São Paulo, a gente quer mandar a idéia para tudo quanto é lugar, quanto mais pessoas ouvirem nossa mensagem, melhor. Eu tava trocando idéia com um parceiro aqui do Sul e ele me disse “A gente gosta de falar só para o nosso povo”. Tudo bem, mas seu povo não tem só aqui no Sul, seu povo tem no Norte/Nordeste também, então você tem que fazer o pessoal lá do Acre ouvir sua idéia, vai ser válido.. O GoG foi muito feliz quando disse que periferia é periferia em qualquer lugar. Então eu não posso fazer música só para minha periferia, eu tenho que fazer música para todas as periferias do Brasil. E aí não tem jeito, você tem que ir na mídia, irmão, tem que ir lá e dar uma de Robin Hood. Vai lá na dos caras, toca mais ou menos na linha do que eles tão querendo, na hora que conseguir dominar a parada, falar o que você quiser. Voltando a falar do D2, ele fez isso. Ele teve acesso à mídia e levou Helião e Negra Li para tocar. O Ira viu um espaço na Globo e levou o Motirô para cantar. A Leci Brandão levou o Rappin Hood. Assim que as bandas tiverem espaço na mídia, vão levar outras bandas e assim por diante. O Da Guedes logo, logo está levando o Revolução. A Ultramen pode levar outra banda, de repente o Lascado pode sair cantando. Mano, a fita é essa, temos que dominar a cena, demorô.Mano Vini – O quê tu não curte no hip hop?Max – Sabe aquele maluco que tem na sua quebrada, que cola em tudo quanto é lugar, sempre quer entrar de graça nas festas, fala que é ladrão, que ele é o pá, que com que não tem conversa. Lá em São Paulo, a gente fala que ele é mó “jão”, ta ligado? É o maluco que sempre vacila e, infelizmente, ta cheio de caras assim no hip hop. São pessoas que querem aparecer, que se aproveitam de certas situações e usam o nome do hip hop. O cara diz “Ah, ser ladrão é da hora”, fala na maior gíria, usa os panos da hora, mas é o seguinte, gíria até papagaio aprende. Como diz o Brown, então esse maluco é mó jão, é mó comédia, por que quem faz a cena de verdade, não precisa trocar idéia assim. Até fizemos a música jão que fala sobre isso.. A gente tem que sabem quem é quem no hip hop.Mano Vini – Tu é um cara experiente no rap. Qual o toque que tu pode dar pros grupos que estão começando agora?Max – Acho que os novos grupos tem que ter seu próprio estilo. O LF sempre falava só vai existir um único Racionais, um MV Bill, então você tem que fazer a sua. Às vezes você fica batendo na mesma tecla, escrevendo e cantando igual aos outros grupos, de repente você não vai conseguir que suas idéias venham a fluir naturalmente. . Outro toque é não faça o hip hop sendo só militante, vá para outros lados e escute tudo quanto é tipo de música. Nunca esqueça que o hip hop tem todas as suas falanges. Não é só o rap, tem o break, o grafite, o DJ. Levante a bandeira do hip hop para todos esses lados e faça sempre a união do movimento.Mano Vini – Valeu Max. Muito importante essas idéias que tu mandou. E suas considerações finais...Max – Um abraço a todo o pobre e preto aqui da periferia de São Leopoldo. Quem quiser contato com o DMN, pode acessar http://www.dmn4p.com/. Vai ser a maior satisfação responder esse contato pra vocês. Obrigado pelo espaço. DMN agradece de coração. Tamo junto, demorô!